Reator nuclear na China atinge temperatura sete vezes superior à do Sol.


Um reator nuclear experimental localizado no leste da China atingiu uma temperatura do plasma superior a 100 milhões graus célsius, quase sete vezes superior ao centro do Sol e capaz de realizar a fusão do núcleo dos átomos.


O reator manteve a enorme temperatura durante quase dez segundos, acrescentando que é a primeira vez que o reator de fusão termonuclear EAST (sigla em inglês para Tokamak Supercondutor Experimental Avançado), conhecido como "Sol artificial", atinge essa temperatura. A fusão nuclear é o processo de geração de calor das estrelas, e é considerada a forma mais eficiente e limpa de gerar energia, não produzido material radioativo. O desafio atual é prolongar ao máximo o tempo de fusão, de forma estável e controlada, esse é um problema que poderá levar ainda vários anos ou décadas para ser solucionado, segundo especialistas. Com o desenvolvimento frenético nos últimos 20 anos, a China anunciou um investimento de 6 bilhões de yuans (US$ 890 milhões) para a construção de sua grande usina de fusão. Com 1,4 bilhões de habitantes, necessidades energéticas crescentes e uma grande dependência das poluentes termelétricas, o comprometimento dos chineses com a fusão é estratégico não só para o futuro deles — mas para o do planeta como um todo.

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